Mantega: PIS/Cofins serão zerados para tarifa de transporte público – Notícias Koch Advogados

24.05.2013 | 9:31 2

BRASÍLIA, 23 Mai (Reuters) – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, informou nesta quinta-feira que a alíquota de 3,65 por cento do Pis/Cofins será zerada para as tarifas de transporte público –ônibus, trem e metrô– no país, em um novo esforço do governo para tentar segurar a inflação.

Segundo a assessoria de imprensa do Ministério da Fazenda, a desoneração valerá a partir de 1º de junho, por meio de medida provisória.

Questionado por jornalistas ao chegar à sede do ministério sobre notícias na mídia se o governo iria zerar a alíquota do Pis/Cofins para transporte público, o ministro respondeu: “Confirmado, retirada do Pis/Confins para passagem de ônibus.”

Na véspera, foi anunciado que os preços das tarifas de ônibus em São Paulo subirão de 3,00 para 3,20 reais a partir de 2 de junho, totalizando um reajuste de 6,67 por cento o que deve impactar a inflação. As tarifas de metrô e trem foram reajustadas para 3,20 reais.

A pedido da presidente Dilma Rousseff, o governo paulista e a prefeitura de São Paulo haviam aceitado adiar esses reajustes para evitar mais pressões inflacionárias no início do ano.

Agora, o esforço se deu para que o reajuste fosse o menor possível, não repassando toda a inflação acumulada desde o último aumento. Nessa equação entrou a medida sobre o Pis/Cofins cobrado nas tarifas.

A economista da Rosenberg Consultores, Thaís Zara, informou que o reajuste de 6,67 por cento na tarifa de ônibus em São Paulo gerará alta de 0,06 ponto percentual na inflação de junho. “Se o Pis/Cofins não tivesse sido zerado, esse impacto ficaria mais próximo de 0,10 ponto percentual”, calculou.

A elevação das tarifas ocorre num momento em que o governo tem que enfrentar o desafio de puxar para baixo a inflação ao mesmo tempo em que busca sustentar a retomada do crescimento econômico.

O indicador oficial de inflação do país, o IPCA, tem registrado no acumulado de 12 meses altas próximas do teto da meta do governo –de 4,5 por cento mais 2 pontos percentuais de tolerância–, o que já obrigou o Banco Central a elevar o juro básico em 0,25 ponto para 7,50 por cento, iniciando um novo ciclo de aperto monetário.

 (Reportagem de Luciana Otoni; Texto de Patrícia Duarte; Edição de Alexandre Caverni)

 Por REUTERS

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